Amazon estréia no Brasil

A Amazon lança nesta quinta-feira 6 a Loja Kindle Brasil (www.amazon.com.br), com a maior seleção dos livros mais populares, incluindo os mais vendidos da Revista Veja, e com os preços mais baixos que qualquer livraria digital do Brasil.

A  Loja Kindle Brasil oferece mais de 1,4 milhão de eBooks, agora disponíveis aos consumidores brasileiros com preços em reais (R$), incluindo mais de 13 mil eBooks em português, 49 dos 60 mais vendidos da Revista Veja – mais que qualquer livraria digital – e que disponibiliza a maior quantidade de eBooks gratuitos em português.
Além disso, a empresa anuncia que o Kindle, o e-reader número 1 em vendas em todo o mundo por cinco anos consecutivos, será vendido no Brasil nas próximas semanas com um preço sugerido ao varejo de R$ 299.

“Estamos entusiasmados em lançar esta nova Loja Kindle para consumidores brasileiros que oferece os best sellers mais populares de muitos dos grandes escritores brasileiros, todos com preço em reais”, disse Alexandre Szapiro, vice presidente do Kindle da Amazon.com.br.

“Também estamos trazendo a última geração do Kindle, o e-reader mais vendido do mundo, aos consumidores brasileiros – ao preço sugerido ao varejo de R$ 299 – nas próximas semanas. Com o lançamento dos aplicativos de leitura gratuitos do Kindle em português, qualquer pessoa com um smartphone ou tablet Android, iPhone ou iPad, PC ou Mac pode começar a ler os eBooks Kindle hoje”.

Nova Loja Kindle Brasil

A Loja Kindle Brasil apresenta mais de 1,4 milhão de títulos, incluindo os líderes de vendas, e os menores preços que qualquer livraria digital no Brasil. A loja vende obras de uma ampla gama de escritores brasileiros como Jorge Amado, Lya Luft e Martha Medeiros. Os leitores também encontrarão eBooks que estão somente disponíveis na Loja Kindle, tais como a série Diário de um Banana (Diary of a Wimpy Kid, em inglês) e treze títulos publicados pelo campeão de vendas e icônico Paulo Coelho, assim como pequenas histórias compiladas em uma obra nunca antes publicada “O Livro dos Manuais”.

Outros títulos exclusivos incluem livros do poeta Vinícius de Moraes, cuja obra nunca fora disponibilizada de forma eletrônica até o momento, o roteirista e jornalista Nelson Rodrigues e um eBook gratuito do cartunista Ziraldo. A loja tem ainda mais de 1,5 mil livros gratuitos em português disponíveis para download e leitura no Kindle, bem como aplicativos gratuitos de leitura do Kindle.

A Amazon.com.br também anuncia nesta quinta que autores e editores independentes agora estão aptos a disponibilizar seus livros na nova Loja Kindle Brasil usando o Kindle Direct Publishing (KDP). Autores e editores brasileiros independentes podem agora utilizar o novo website do KDP em português para disponibilizar seus livros no Brasil e em mais de 175 países em todo o mundo. Eles também podem precificar seus eBooks e receber o pagamento em reais para vendas no Brasil, tudo isso mantendo o controle de seu conteúdo e dos diretos autorais.

Novos Aplicativos de leitura Kindle – “Compre uma vez, leia em qualquer lugar”

A Amazon também está apresentando os novos aplicativos de leitura Kindle gratuitos e em português para os dispositivos e plataformas mais populares que incluem o iPhone, o iPad, smartphones e tablets Android, PC e Mac. Com os novos aplicativos Kindle, os clientes “Compram uma vez e leem em qualquer lugar”: a tecnologia Whispersync da Amazon sincroniza automaticamente a biblioteca Kindle de um usuário, assim como suas anotações, marcações de texto e última página lida, por todos dispositivos e aplicativos Kindle.

Os clientes podem facilmente acessar a Loja Kindle diretamente de seus smartphones, tablets ou navegadores dos seus computadors com todas as funcionalidades de compra da Amazon que eles amam, incluindo recomendações personalizadas, compra instantânea com um clique e avaliações de clientes, e depois começar a ler eBooks Kindle em seus dispositivos e plataformas.

e-Books e Livros Digitais para Kindle

A Amazon está sendo ansiosamente aguardada no Brasil. Seu principal produto, o Kindle, leitor de livros digital que virou tablet (o Kindle Fire), deve chegar oficialmente ao país no segundo semestre de 2012. Espera-se que o produto custe entre R$ 399,00 e R$ 549,00 no Brasil.

Jeff Bezos, fundador da Amazon, pretende ocupar um pedaço do crescente mercado de varejo online no país que inspirou o nome de sua loja, uma das maiores potências da internet mundial.

kindle fire

A abordagem totalmente digital permitirá a Amazon minimizar os riscos de lançamento de uma operação de varejo em um país com deficiências de infra-estrutura notórias e um sistema fiscal complexo e dispendioso. A empresa também terá de enfrentar uma desaceleração na economia do Brasil, que ameaça arrefecer a demanda do consumidor por produtos de consumo.

Uma operação baseada no Brasil os mais de 200 milhões de consumidores do país de pagar impostos de importação elevados por encomendas online no exterior.

Maior varejista online do mundo, a Amazon é a mais recente empresa dos EUA visando o mercado de varejo on-line de R$ 20 bilhões do Brasil, e que ainda deverá crescer 25% este ano, alimentado por uma classe de média em constante crescimento. É a mais recente incursão da Amazon em mercados emergentes depois de invadir a China em 2004 e a Índia mais cedo este ano.

amazon kindle fire

 

A Amazon planeja rapidamente dominar o mercado de e-books no Brasil com o Kindle, impulsionar as vendas de livros eletrônicos para 15 por cento do mercado editorial no primeiro ano de operações, crescendo 30 vezes o tamanho atual. A Amazon espera atingir até 90% do mercado de e-books do Brasil, em parte porque muitos brasileiros já baixam conteúdo de seu site usando leitores que compraram no exterior.

Os brasileiros representam 1% do tráfego global dos sites da Amazon, segundo a empresa de informações Alexa. Isso se compara a 2,3% na Grã-Bretanha ou 1,3% na Alemanha, onde a Amazon já tem operações.

Para ganhar participação de mercado rapidamente no Brasil, a Amazon provavelmente venderá seu modelo mais básico do Kindle, a um preço subsidiado de abaixo de R$ 500,00, três vezes mais caro do que nos EUA, mas ainda abaixo dos produtos rivais. Essa estratégia – priorizando a parte de mercado que dá mais lucro – é aquela que a Amazon já tem usado em outros lugares, levando os críticos a questionar a capacidade da empresa para ganhar dinheiro no longo prazo.

A Amazon já assinou contratos com cerca de 30 editoras brasileiras e está se apressando para construir um portfólio de 10.000 livros eletrônicos, antes da temporada de compras de fim de ano. Um editor envolvido nas negociações, disse que a Amazon planeja manter o preço dos e-books em cerca de 70% do seu preço de capa e ainda assim manter uma margem de lucro de 40% a 50%.

“A receita para nós será insignificante, mas nós vemos como um importante canal para promover os nossos produtos e vender mais livros físicos,” dizem as editoras.

amazon kindle

 

Rumores da chegada da Amazon estão rodando no mercado de varejo online do Brasil, com muitos grandes lojistas já preparando plataformas de mercado para competir com o gigante americano.

Apesar da relativamente baixa penetração da internet, o Brasil tem superado a Índia no Facebook, sendo a segunda maior base de usuários do site no mundo e um dos mercados de mais rápido crescimento do planeta para smartphones.

Editoras e varejistas online advertem que quando a Amazon expandir sua oferta de varejo, vai lutar para replicar seu modelo de negócio eficiente no Brasil, onde os custos trabalhistas são altos, impostos são muito complexos e menos de 20% das estradas são pavimentadas.

Varejistas on-line no Brasil se queixam dos impostos interestaduais e gargalos logísticos num país continental, que é aproximadamente do mesmo tamanho dos Estados Unidos e onde o correio às vezes é entregue por canoa. Impostos aduaneiros altos e uma interminável cadeia de intermediários fazem bens importados caros e inacessíveis.

Os desafios são muitos, mas a julgar pela determinação de Jeff Bezos, aos poucos serão vencidos!

Amazon mudará o mercado de livros com Kindle no Brasil e no mundo

Em 17 anos de história, a Amazon ajudou a mudar a maneira com que os livros são vendidos, o formato em que são lidos e como são publicados. Agora, a Amazon se prepara para inovar (de novo), mudando a forma com que os livros são escritos.

Além dos lançamentos Kindle Fire HD e o Kindle Paperwhite, a Amazon apresentou um formato de livro por assinatura. As novidades foram anunciadas em uma conferência para a imprensa em Los Angeles em setembro de 2012. Estes livros, chamados “Serials Kindle” serão lançados em partes e os episódios (atualizações), aparecerão automaticamente na parte de trás do livro, conforme forem criados ou liberados. Tudo isso sem custo adicional.

O formato já era usado a mais de 100 anos atrás, quando Charles Dickens ficou famoso ao publicar muitos de seus trabalhos aos poucos, em publicações semanais. O fundador e presidente da Amazon, Jeff Bezos, invocou as obras desse e de vários outros autores ao anunciar o novo produto. Vários livros, inclusive os de Oliver Twist, serão relançados com o Serials Kindle.

O diferencial do formato da Amazon para o criado há mais de 100 anos é o meio de distribuição! Dickens não tinha internet ou mesmo os dados sobre como os leitores responderam a cada um de seus capítulos. Com o Serials Kindle, os autores poderão acompanhar a reação dos leitores e adaptar os capítulos seguintes baseado nas mesmas. A Amazon irá disponibilizar fóruns de discussão para cada livro e, ao contrário da maioria dos encontrados atualmente, esses poderão influenciar no final das histórias.

“Ficção serializada é perfeita para a cultura do livro contemporâneo, onde escritores poderão interagir diretamente com seus leitores e os livros podem ser entregues com um imediatismo que os antigos escritores de celulose nunca poderiam ter imaginado”

Neal Pollack, autor do livro Downward-Facing Death.

Publicar um capítulo por vez irá permitir que autores, assim como os desenvolvedores de aplicativos, tomar decisões com base na atividade do usuário. Análises de dados vão empurrar essa capacidade a outro nível. Os leitores apresentam altas taxas de rejeição quando um personagem aparece? Talvez ele deveria ter uma participação menor no próximo episódio. Eles compartilham alguma de suas ideias nas redes sociais? Talvez essa ideia possa aparecer novamente.

Os editores da Amazon são, atualmente, pouco melhores do que Dickens, quando o assunto é informação. A Amazon só lhes dá acesso aos dados sobre vendas e royalties. Mas algumas startups já estão fazendo programas de análise que coletam informações de leitores usando Kindles e outros e-readers.

Uma dessas empresas é a Hiptype. Seu aplicativo mostra editoras em que os leitores perdem o interesse, onde se destacam mais vezes e que amostras de livros mais convertem em vendas. Concorrente da Amazon, a Kobo possui um painel de análise que monitora métricas, como a localização geográfica dos leitores. A Amazon não pode ficar muito para trás.

Até certo ponto, o mundo digital transformou todos os meios de comunicação. A notícia é um animal diferente quando está online (em muitos casos, peludo, bonito e apresentado em slides). Os criadores de vídeo trabalham diferentemente na rede e fotos já não são mais consideradas recordações de momentos, mas sim atualizações de status.

O experimento do livro digital está apenas começando. A maioria dos ajustes, como características sociais e som, mudou a experiência de leitura. Mas o que vai mudar os livros em si são os autores. E novo formato da Amazon, combinado com a ascensão de análises de dados para tudo, tem potencial para mudar seus métodos.

Como ficar milionário escrevendo!

Com apenas 26 anos, Amanda Hocking se tornou a maior escritora independente do site da Amazon! O detalhe é que ela vende seus livros apenas no formato digital (para e-readers e tablets), economizando com a produção em papel e sem a necessidade, inclusive, de uma editora. Ela nem tem o porquê de procurar uma editora pra publicar seus livros, como fazem milhares de autores todos os anos.

Amanda Hocking

Uma editora (na teoria) prepara, divulga e vende o livro para as livrarias e o autor fica geralmente com 5% e 20% dessa venda e não dos valores cobrados ao consumidor final. Ao vender direto para o leitor, através do site da Amazon, Amanda Hocking fica com 70% do valor (uma inversão de valores, se comparado a um escritor tradicional). E olha que ela vende cerca de 100 mil cópias por mês!

O segredo do seu negócio está justamente na tática de venda: ela cobra de US$ 0,99 à US$ 3 por livro. Baixando o preço, ela lucra no volume (a maioria no chamado “venda de impulso”), pois com o valor quase irrisório, as pessoas não pensam muito antes de comprar. Além de tudo isso, os e-books possuem outra vantagem: custo zero com impressão, com estoque e espaços em prateleiras, muito menos no frete, já que a entrega é imediata, feita por download.

Outros casos de escritores milionários

Antes Amanda Hocking aparecer, o escritor que mais vendia e-books era J.A Konrath, mas nem deveria ser levado em consideração, já que teve a vantagem de já ser conhecido e de já ter um acordo de publicação. No caso dela, que publicou suas estórias somente em seu blog antes de escolher publicá-los para e-readers e tablets.

Amanda Hocking vive de escrever livros para o Kindle

Na verdade, dos 25 escritores considerados “best-sellers”, apenas seis já estavam filiados a uma editora anteriormente. Voltando a matemática: supondo que ela venda 100 mil cópias por mês, de 1 a 3 dólares. Ganhando 70% do valor das vendas, Hocking ganha milhões de dólares por ano, sozinha!

Bem vindo à nova era! De fluxo livre de informação e que veio para derrubar as editoras com seus modelos tradicionais de negócios. Nesta “nova era”, o mundo se torna um lugar melhor para escritores e leitores. Parabéns pela iniciativa Amazon, por tornar isso possível.

0 items